Rio Branco: Capital registra mais de 200 suspeitas de leptospirose durante a cheia

16/03/2015 13:49

Saúde alerta para cuidados nas áreas atingidas pela enchente. Cheia histórica atingiu mais de 53 bairros em Rio Branco.

Enchentes aumentam risco de leptospirose (Foto: Marcos Vicentti/ Prefeitura de Rio Branco)

Enchentes aumentam risco de leptospirose (Foto: Marcos Vicentti/ Prefeitura de Rio Branco)

Pelo menos 200 casos suspeitos de leptospirose foram notificados em Rio Branco, entre os meses de fevereiro e março deste ano, período em que a capital enfrentou a pior enchente da história. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, em fevereiro, mais de 150 casos foram notificados. Destes, 13 foram confirmados,  81 aguardam o resultado do exame e 64 foram descartados. Já em março, foram ao menos 50 casos suspeitos. Apesar de alto, o número ainda é menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Otoniel Almeida uma equipe de agentes comunitários de saúde está fazendo visitas às famílias para dar orientações e alertando para o perigo da doença durante as enchentes e pós-enchentes.

"Com a cheia e principalmente durante a vazante do rio, os casos de leptospirose aumentam. Com isso, estamos com uma ação integrada da limpeza pública, com os agentes comunitários de saúde, fazendo visita e orientando as pessoas para que tenham o mínimo de contato com a água. E caso tenham, que seja com o máximo de cautela, usando bota e luva, ou sacolas plásticas", explica o secretário.

No ano passado, foram confirmados 810 casos da doença de janeiro a dezembro. Os meses mais críticos foram os de março e abril. Em janeiro foram 165 casos confirmados, em fevereiro 235, em março o número aumentou para 533 e em abril 450 pessoas tiveram a doença confirmada.

"Precisamos da colaboração da população acreana para que o número de casos sejam menores do que em 2014. Como essa doença, assim como a dengue, é ocasionada principalmente dentro das residências é fundamental que as pessoas sigam as orientações", afirma Almeida.

As pessoas que têm e tiveram contato com as águas das enchentes precisam ficar atentas aos sintomas da leptospirose. Segundo o secretário, os sintomas podem surgir até 15 dias depois da contaminação, e o paciente precisa procurar o mais rápido possível uma unidade de saúde para fazer o exame e, caso seja confirmado, iniciar o tratamento.

"Os sintomas são febre, dor de cabeça, dor nos olhos, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas, podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. O tratamento acontece via hidratação oral, com soro, e aplicação de medicação. Além disso, é preciso fazer o acompanhamento de 15 em 15 dias para controlar a imunidade, porque ela pode retornar, já que é uma bactéria", acrescenta o secretário.

Cheia histórica
O Rio Acre atingiu a marca histórica de 18,40 metros em Rio Branco e desabrigou mais 10,4 mil pessoas e 53 bairros foram atingidos. No total, mais de 87 mil pessoas foram afetadas diretamente pela cheia do rio.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu no último dia 4, o estado de calamidade pública por rito sumário para as cidades de Rio Branco e Brasileia. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). No dia 7, o estado de calamidade foi reconhecido em Xapuri. O anúncio foi feito durante visita do ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas.

Autor: G1/AC
Fonte: G1/AC


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