Operários da construção civil de Belém (PA) voltam a lutar pela cesta básica

08/11/2013 14:03

Os trabalhadores e trabalhadoras da construção civil de Belém realizarão, nessa quinta-feira (7), uma assembleia geral para deliberar sobre os próximos passos na luta pelo direito à cesta básica.  “Isso mesmo, na cidade das mangueiras, pinhada de prédios luxuosos os empresários se negam brutamente a dar aos operários esse benefício”, compara o membro da Secretaria Executiva da  CSP-Conlutas Atnágoras Lopes, também diretor do Sindicato do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém (STICMB).

 

Essa tem sido pauta constante da categoria, mas foi esse ano que a reivindicação se tornou o centro do conflito entre os operários e os donos das construtoras. O tema acirrou os ânimos entre os dois sindicatos que, de um lado representam os peões (STICMB) e de outro os patrões (Sinduscon).

 

Em setembro, esses trabalhadores fizeram nove dias de greve e, de lá pra cá, inúmeras ações e até paralisações parciais de canteiros têm sido a tônica do conflito entre as partes. “É um absurdo a brutalidade com que tem reagido o Sinduscon (sindicato patronal). Estão perseguindo até as empresas que iniciaram algumas negociações conosco”, denuncia Atnágoras. “Enquanto isso eles seguem vendendo o 4° metro quadrado mais caro do país”, frisa o dirigente.

 

Após a greve de setembro, por uma intervenção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), ficou acordado que o Sinduscon envidaria esforços para garantir a implantação da cesta básica, mas mão foi o que aconteceu. “Não fizeram nada e ainda proibiram que algumas empresas negociassem”, ressaltou o dirigente do STICMB, Francisco de Jesus, o Zé Gotinha.

 

“Acham que nós vamos deixar cair no esquecimento? Estão enganados, estamos em luta e essa assembeia poderá deliberar até por uma paralisação geral, se eles mantiverem essa arrogante e desumana postura”, completa Zé Gotinha.

 

A assembleia acontece nessa quinta (7), às 18h, na sede do sindicato em Belém.  Foram convocados operários de toda a região metropolitana.

 

FONTE: CSP-Conlutas

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