Roberto Sobrinho e Padre Ton reivindicam segurança e revisão de recursos de compensação das hidrelétricas

30/03/2011 17:32

Mara_Usinas_site_5A adoção de um plano de contingência entre os governos federal, municipal e estadual para a segurança interna e externa dos empreendimentos hidrelétricos de Jirau e Santo Antônio e a revisão dos recursos de compensação social destinados a Porto Velho foram temas de audiência tratados hoje (29) pelo prefeito Roberto Sobrinho e deputado Padre Ton (PT-RO) com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República), encontro do qual participaram também o governador Confúcio Moura (PMDB) e o superintendente regional do Trabalho e Emprego em Rondônia Rodrigo Melo Nogueira.
 

   O deputado Padre Ton, que pediu para ser apreciado em caráter de urgência requerimento de sua autoria que pede uma comissão da Câmara dos Deputados em Rondônia, disse que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, são responsáveis, em grande medida, pelo sucesso do governo do ex-presidente Lula e agora da presidente Dilma Rousseff e, por isso, devem ter uma atenção especial dos órgãos federais envolvidos nos empreendimentos. "Queremos a retomada das obras com Mara_Usinas_site_2segurança para todos que trabalham nos canteiros de obras e para a população, e prioridade para as compensações sociais. É preciso maior visibilidade para esta questão", defendeu o prefeito Roberto Sobrinho.

   A presença da Força de Segurança Nacional já foi requisitada pelo governador Confúcio Moura, que pediu a manutenção do contingente que está em Rondônia até o término das obras. Tanto ele quanto o prefeito e também o deputado Padre Ton disseram que não se sabe com precisão os motivos que levaram os trabalhadores de Jirau a incendiarem dezenas de veículos e instalações da Camargo Correa. Existem diversos fatores e ocorrências que podem ter detonado a revolta no canteiro de Jirau, como uma crescente insatisfação dos operários com a empreiteira responsável pelas obras.

   Documento entregue pelo prefeito Roberto Sobrinho à presidente Dilma Rousseff por meio do ministro Gilberto Carvalho, escalado por ela para acompanhar a situação dos empreendimentos do PAC que sofreram paralisação propõe ainda a padronização na remuneração dos operários; maior presença dos órgãos públicos trabalhistas e criação de canais de comunicação "que possibilitem identificar insatisfaçõesMara_Usinas_site_3 e antecipem possíveis conflitos".

Compensações

   O prefeito também quer rediscutir os recursos das compensações sociais a Porto Velho. Ele argumenta que a população a mais estimada nos estudos de impacto ambiental dos empreendimentos, em torno de 50 mil pessoas, já foi superada. "Segundo o censo de 2010, o município já recebeu 100 mil novos habitantes", afirma.

   O ministro Gilberto Carvalho, que já recebeu as centrais sindicais para discutir medidas de âmbito trabalhista nas obras do PAC, uma delas proibir a contratação de operários através de 'gatos' (espécie de capataz que, com falsas promessas, recruta trabalhadores nas regiões mais pobres do país), disse que irá participar de encontro com representantes da Camargo Correa e do Consórcio ESBR (Jirau) na quinta-feira, quando irá discutir as propostas apresentadas.

Por: Mara Paraguassu
Fotos: Assessoria

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