O Jornalismo e a contramão na ética - Por Jaqueline Alencar

30/10/2014 13:43
O compromisso fundamental destes profissionais é, ou ao menos deveria ser, com a verdade dos fatos. Porém, diariamente, tem gente do meio atentando contra a moral e os bons costumes
 
 
Sem dúvida nenhuma, fatos relevantes são notícias que o povo quer ver, mas nem sempre é assim. No atual contexto, em que o capitalismo dita as regras, tudo passa a ter seu valor de mercado, inclusive a notícia. Até aí, tudo bem. Mas notícia como mercadoria pode e deve ser tratada dentro dos princípios da conduta ética e profissional, tendo como objetivo, acima de tudo, oferecer boa qualidade de informação e satisfazer às necessidades de consumo de seus expectadores com um produto fidedigno.
E este aprendizado sobre o que é ético e o que não é, começa nas escolas de jornalismo e pode ser testemunhado, mesmo que em raros casos, a exemplo dos casos que envolvem escândalos no Governo Federal mostrado em veículos divulgam propagandas publicitárias e institucionais sobre o mesmo, o que mostra uma clara prática do princípio entre Ética e Jornalismo.
Entretanto, a cada dia que passa, infelizmente temos a sensação que esta prática vem sendo abolida pela maioria dos veículos de comunicação. Parece que a ética do jornalista (ou de quem se atreve a ser) é deixada para trás, porque algumas pessoas têm medo de se arriscar e perder um patrocínio. E é justamente neste contexto que se encontram os interesses escusos que geralmente caminham em sentido contrário ao Código de Ética que rege a conduta moral e legal dos comunicadores da imprensa.
O compromisso fundamental destes profissionais é, ou ao menos deveria ser, com a verdade dos fatos. Porém, diariamente, tem gente atentando contra a moral e os bons costumes das pessoas.
Quando atuei no jornalismo investigativo no Sul e em outras áreas (praticamente todas), ao redigir a reportagem, sempre tomei o cuidado de ter como base o artigo 14º, inciso III do Código de Ética do Jornalismo que cita: “o jornalista sempre deve ouvir antes da divulgação dos fatos, todas as pessoas objetos de acusações não comprovadas feitas por terceiros e não suficientemente demonstradas ou verificadas”.
A Ética, no meu entendimento serve para que, junto a ela, se mantenha a visão do bom jornalismo que trata a notícia dentro dos princípios da conduta profissional, tendo como objetivo, acima de tudo, oferecer boa qualidade de informação. Mas infelizmente, na maioria das vezes, não é isso que testemunhamos, e sim, uma gana exacerbada de “achacadores” que prostituem o meio. Uma triste é lamentável realidade que observamos especialmente em anos como este, de período eleitoral.


Depois dizem que não é necessário ter diploma para ser jornalista. Mas na minha humilde opinião, qualquer escola faz bem, não só ao conhecimento, mas à moral de todo cidadão.

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