MUNDO: Laurent Gbagbo negocia sua partida, diz chanceler francês

05/04/2011 10:51

O ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, declarou nesta terça-feira que o presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, está negociando deixar o poder.

Indagado pela imprensa sobre as informações de que Gbagbo estaria negociando sua rendição, Juppé declarou: "Estou a par". "Desejamos que os combates cessem o mais rápido possível", acrescentou.

Já segundo o ministro francês da Defesa, Gerard Longuet, "tudo pode ser resolvido nas próximas horas". "Estamos numa situação que pode ser resolvida nas próximas horas. O uso da força não é razoável", afirmou. "É preciso convencer Laurent Gbagbo e principalmente seus amigos a aceitar a decisão de sufrágio universal reconhecido pelo sistema internacional", acresentou.

O porta-voz da Operação da ONU na Costa do Marfim (Onuci), Hamadoun Touré, anunciou que Gbagbo se encontrava nesta terça-feira entrincheirado com um grupo de fieis em um bunker em sua residência em Abidjan.

Ministro asilado
Paralelo ao anúncio de Juppé, Alcide Djédjé, ministro das Relações Exteriores do líder Laurent Gbagbo, que se recusa a deixar o poder na Costa do Marfim, abandonou hoje o regime "de facto" e se encontra asilado na embaixada da França, disseram à Agência Efe fontes próximas ao diplomata que chefia a legação francesa.

A deserção de Djédjé, um dos colaboradores mais próximos a Gbagbo, ocorreu pouco antes de o líder "de facto" anunciar o cessar-fogo unilateral por parte de seus soldados em Abidjan, que desde a noite desta segunda-feira estão sendo atacados por forças das Nações Unidas e soldados franceses.

Segundo vários analistas, esta deserção é um sinal de que o regime "de facto" de Gbagbo está chegando ao fim. Por sua vez, a Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (Onuci) anunciou em comunicado emitido nesta terça-feira que, desde segunda, está agindo "de acordo com seu mandato", realizando "ações que previnam o uso de armas pesadas contra a população civil" em Abidjan.

"A Onuci está satisfeita com os resultados do primeiro dia da operação", assinalou a missão da ONU, que assegurou ter atingido todas as metas por meio de ataques aéreos.

 

Fonte: TERRA

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