Instituto monitora nascimento de 4 mil quelônios em Mamirauá, no AM

27/02/2015 09:32

Iaçás, tracajás e tartarugas-da-Amazônia nascem em praias da reserva. Monitoramento é feito por pesquisadores desde 1998.

Cerca de 4 mil quelônios nasceram nas praias da reserva de Mamirauá (Foto: Ana Júlia Lenz )

Cerca de 4 mil quelônios nasceram nas praias da reserva de Mamirauá (Foto: Ana Júlia Lenz )

Pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá realizam o monitoramento de áreas de proteção na Reserva Mamirauá, no interior do Amazonas, desde 1998. O trabalho possibilita acompanhar o desenvolvimento de iaças, tracajás e tartarugas-da-Amazônia que desovam em praias da reserva.  Em 2014, quase 4 mil filhotes de quelônios nasceram no local. As informações foram divulgadas à imprensa nesta sexta-feira (20).

Segundo informações do instituto, em duas áreas de desova foram acompanhados 163 ninhos de iaçá, 103 de tracajá e 63 de tartaruga-da-Amazônia. "Desde 1998 fazemos o monitoramento no período de desova. Percorremos a praia todas as noites a procura das fêmeas e os seus ninhos. O ninho é marcado no GPS e fazemos a biometria das fêmeas, pesando, medindo e marcando cada indivíduo e medindo também dez ovos de cada ninho", conta Ana Júlia Lenz, pesquisadora do Instituto Mamirauá, por meio de assessoria.

De acordo com pesquisadores, os filhotes de tartaruga-da-Amazônia levam cerca de 60 dias para emergirem do ninho, já os de tracajá e iaçá cerca de 75 dias. Quinze dias antes de cada prazo, é colocada uma tela de proteção sobre os ninhos, para capturar os filhotes. Quando emergem, eles são coletados. A equipe de pesquisadores faz a medição e marcação de cada um dos animais. Depois os filhotes são soltos na mesma praia onde nasceram.

"Os dados de recaptura são interessantes para as tartarugas-da-Amazônia,  principalmente porque a população da espécie na Reserva Mamirauá é reduzida. No período de monitoramento temos registrado recapturas de fêmeas em anos consecutivos, o que mostra que a área do Horizonte é muito importante e que as fêmeas estão retornando para aquela área protegida para desova", disse Ana Júlia, por meio de assessoria.

Monitoramento de quelônios é realizado desde 2014 em Mamirauá (Foto: Ana Júlia Lenz)
Monitoramento de quelônios é realizado desde 2014 em Mamirauá (Foto: Ana Júlia Lenz)
Autor: G1 AM
Fonte: G1 AM

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