CÂNCER DE MAMA Eu sei o que é isso - Por Jaqueline Alencar

30/10/2014 13:44

Confesso que não gosto muito de falar sobre o assunto, aliás, falei muito pouco até agora e para pouquíssimas pessoas. Mas sensibilizada a fazê-lo como forma de contribuição, vamos lá!
 
Aos 14 anos, descobri que tinha caroços nos seios, mas os sintomas vieram antes, aos 13, quando meus seios começaram a jorrar um líquido branco incolor. A sujeira das minhas camisetas de jogar bola, -é eu jogava futebol de Salão, mas melhor não entrar em detalhes neste caso-, se misturava a secreção que aparecia em grande quantidade. Fiquei muito assustada, e como foi aumentando com o tempo, eu colocava pedaços de pano para não molhar tanto as roupas.
 
Depois de certo tempo, me obriguei a ir ao médico, pois os sintomas persistiram por alguns meses. Foi “Batata”! Ou, como preferiu dizer o médico para não me assustar “excesso de hormônios, o que era praticamente normal na minha idade, mas que era bom cuidar porque, mesmo benignos, os caroços poderiam voltar e infeccionar com o tempo”.
Desde então, fui orientada por vários médicos a evitar anticoncepcionais e qualquer coisa que estimulasse ainda mais os hormônios, e assim o fiz, nunca tomei com medo de agravar o quadro.
 
Já passei por situações delicadas em relação a isso, não vou esmiuçar porque creio que amedrontar alguém não é a melhor forma de se mostrar a necessidade de tomar uma atitude em relação a si. Minha ideia aqui, como já disse anteriormente, é apenas de alertar e contribuir com as experiências pessoais. Até porque não posso deixar de dizer também que, as orientações, pequenos tratamentos e prevenções têm proporcionado longos períodos de estabilidade e plena confiança que, sendo assim, tudo dará certo.
 
Tenho casos de câncer na família como o de mama que levou uma Tia, e meu pai que também foi vítima da doença que invadiu o intestino dele, e o levou ainda muito jovem, aos 56 anos. Nestes 26 anos evitando que o pior aconteça, descobri que, entre as várias prevenções que podemos fazer em relação ao câncer de mama, -que, lembremos bem, é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo-, o cuidado com o peso, é uma das principais. No meu caso, é só estar um pouco acima para voltar a sentir os caroços acumulando-se novamente. O autoexame também é um grande aliado. Mesmo sabendo que tenho riscos, é importante para o controle no tratamento.
 
Neste mês de outubro, sempre ouvimos falar muito em prevenção, e de várias formas. Mas é preciso mais que isso, que se coloque as teorias em prática. Usando o trocadilho, peço encarecidamente a você, “Toque-se”, e agora sim, faço um pequeno alarde para chamar sua atenção: por experiências infelizmente agravantes na família, posso te dizer uma coisa com certeza! O câncer não tem data determinada para chegar e muito menos para ir embora. Nossa preocupação tem que ser diária, ou, melhor dizendo, por uma vida toda.

 Estar atento ao seu corpo, e isso vale também para os homens, é uma necessidade e ponto. Não espere o próximo Outubro Rosa, ou o Novembro Azul que está chegando. Tome uma atitude desde já. Afinal, quanto mais se espera, mais impossível fica de se reverter o quadro. Câncer é câncer! E eu sei muito bem o que é isso.
 

FATORES DE RISCO
•        Idade acima de 50 anos
•        História própria ou familiar de câncer de mama
•        Não ter filhos
•        Exposição significativa a raio X
•        Primeira menstruação cedo
•        Menopausa tardia
•        Primeira gestação após os 30 anos
•        Dieta rica em gorduras
•        Uso prolongado de anticoncepcional oral (discutível)
 

Fonte: http://www.prevencaodecancer.com.br

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